domingo, 3 de junho de 2012

Sis


Sis atriz
Bailaria e oriz
Força tamanha de me quebrar o nariz
Reina, reima e me faz pedir bis
Deste jeito que me perco
Queimo e pra esfriar só banho de chafariz
Ou me distraindo com uma obra de Machado de Assis
Ah Sis!

OBS: uma pequena homenagem a amiga Sis, tu me gusta!

segunda-feira, 16 de abril de 2012


Naquela janela bagagens de pensamento
Rua corre pra que eu não te pegue
Futuro agora e sempre um tormento

Às vezes quero apenas sonhar
Esquecer que a realidade não é um sonho
Quem sabe o mundo não é um manicômio

Sabe o que aquele pensamento me trouxe?
E se o real fosse de chocolate
Quem sabe um mundo não seria
Um pouco mais doce

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Ultima Prece


De joelhos sobre o altar
As lagrimas não chegam ao céu
De joelhos no altar
Nossa própria torre de babel

De joelhos fazemos juras
De joelhos fazemos curas
De joelhos pedimos perdão
De joelhos o sangue do irmão

Todos prestando apoio ao amor
Todos de joelhos pedindo amor

Ninguém sabe do horror fora da prece
Porque o joelho só vê o que lhe interessa
Nada de dor, de fome, de morte e de maldade
De joelho todo homem da terra dá graça

De joelhos todos agora
Vem chegando à aurora
E é tempo de joelhos
Sermos de novo servos

segunda-feira, 19 de março de 2012

Lei infalível da selva


É momento de reconstrução
Estou a me desconhecer
Os paralelepípedos plantados no chão
Não voam, não voam não

Ignóbil citara de um poeta sobrevivente
A lei selvagem desta civilização
Que planta sem ver semente
E que veste sem traje o irmão

Sons de flauta dão o tom
Compunha uma sonata sem som
Falta dom

Apenas falta

As barrigas cheias não causam comoção
Nem ditam a lei internacional do comercio
Viva o povo preso e liberto
De si mesmo que não sabe não

Lei infalível da selva

Nesta terra de grandes construções de concreto
Fabrica-se uma nova espécie
Que menos vale que um inseto

Pensavas que fraternidade aqui era
Objeto maior que se orgulha e emprega
Nova espécie que no rosto a lagrima medra
São homens com o coração de pedra

terça-feira, 6 de março de 2012

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Verdade?

Jornalismo verdade é uma mentira descarada
Misto de falta de cultura ou cultura errada?
Uma grande brincadeira e que não tem graça

É um tapado qualquer que se senta na frente da TV
E que pensa ser esperto e que vê o que não pode ver
Falta razão ao mito frenético de verdade na televisão

Pureza inculta e incactolada de bate pronto
Tal a mulata nua que te aparece supondo
Ser gente de cor Brasileira desavergonhada

É saber saber o que não se basta e cala
Que há mentira no que se ouve e no que se vê
É papel, é rádio, é TV, é a falsa liberdade

Verdade? Que verdade é só conceito
Não há quem a possua e não tenha medo
Fuja da imprensa que ela te imprensa

Fuja destas caras e bocas, destas bundas
Venha que tem mais que anda na rua
E que não vai ao noticiário, é engano?

Não! É o horário, time is money e não é o contrário
É o que eu vejo e não é visto, tiraram uma contigo?
Só o que dá audiência vai ao ar, não queira te encontrar

Não pode. viva a pátria amada! viva a noticia errada!
Ninguém vai te pedir perdão, podem te confundir com ladrão
Que isto não foi de propósito, foi apenas mais um erro

E a noticia é errada, descontrolada porque não é controlada
É na fuga do passado que deu errado que vais virando piada
Não foi de propósito foi apenas noticia errada. E quem errou?

Não pega nada, a noticia é descontrolada. E ninguém controla?
Só os donos que a trazem nas suas sacolas com uma pá de dólares
Mais isto ninguém enxerga, por isto vamos ficando aqui na merda!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Marés


O silêncio me guarda memórias
que ainda não pude experimentar
nau de solitário marinheiro
mestre veleiro...

ventania.. mar revolto
Madrugada escura e sem pecados
Princípio do nada

Pingos de chuva... granadas
Frio, frio, frio... tempestade
Vozes caladas em mentes paradas

Mar revolto... ventania
Olhos virados na mesma direção
Idolátria